Arte de fumar

Desconfia dos que não fumam;
esses não têm vida interior, não tem sentimentos.
O cigarro é uma maneira sutil, e disfarçada de suspirar.

Mario Quintana

Meu singelo protesto contra a lei anti-fumo.
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Published in: on 17/08/2009 at 1:10  Comments (3)  

Os degraus

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo…

Mario Quintana

Nota de Esclarecimento: Queridos leitores, gostaria de pedir desculpas pelo imenso atraso na publicação dos poemas, já que estou há quase 15 dias em falta com as publicações diárias.
Entre 24 de julho e 6 de agosto serão publicados poemas que gosto muito, mas que não tem como atender totalmente à proposta do blog, que é publicar textos que de alguma forma tenham a ver com o meu dia-a-dia, devido ao atraso.
Novamente peço desculpas, farei o possível para que isso não ocorra outra vez.
Published in: on 29/07/2009 at 0:00  Deixe um comentário  

Da discrição

Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo de teu amigo
Possui amigos também…

Mario Quintana

Uma homenagem aos amigos, aos amigos dos amigos, aos amigos dos amigos dos amigos e aos…
Published in: on 05/05/2009 at 0:19  Comments (2)  

O auto-retrato

No auto-retrato que me faço
– traço a traço –
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…

e, desta lida, em que busco
– pouco a pouco –
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança…
Corrigido por um louco!

Mario Quintana

Nota: Este poema não foi escolhido por mim, mas pelo meu amigo Guilherme, que tem conhecimento de causa suficiente para tanto.
Published in: on 03/05/2009 at 22:47  Comments (1)  

Os parceiros

Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbito me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.

Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste…
E, a cada parada uma pancada,
o coração, exausto, ainda insiste.

Insite em quê? Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro… eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se

numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce…
Como também disfarce é a minha vida!

Mario Quintana

Published in: on 27/04/2009 at 23:27  Deixe um comentário  

Da preguiça

Suave Preguiça, que do mau-querer
E de tolices mil ao abrigo nos pões…
Por causa tua, quantas más ações
.               Deixei de cometer!

Mario Quintana

Nota: peço desculpas aos leitores pelo atraso na publicação dos poemas, houve um problema técnico com o servidor!
Published in: on 21/04/2009 at 20:40  Deixe um comentário  

Primeiro poema de abril

Vem vindo o abril tão belo em sua barca de ouro!
Um copo de cristal inventa as cores todas do arco-íris.
Eu procuro
As moedinhas de luz perdidas na grama dos teus olhos verdes.

E até onde, me diz,
até onde irá dar essa veiazinha aqui?
(Abril é bom para estudar Corpografia!)

Mario Quintana

Published in: on 01/04/2009 at 18:53  Deixe um comentário  

Invitation au voyage

Se cada um de nós, ó vós outros da televisão
– vós que viajais inertes
como defuntos num caixão –
se cada um de vós abrisse um livro de poemas…
faria uma verdadeira viagem…
Num livro de poemas se descobre de tudo, de tudo mesmo!
– Inclusive o amor e outras novidades.

Mario Quintana

Published in: on 22/03/2009 at 10:34  Deixe um comentário