Eu não espero o bem que mais desejo

Eu não espero o bem que mais desejo
sou condenado, e disso convencido;
vossas palavras, com que sou punido,
são penas e verdades de sobejo.

O que dizeis é mal muito sabido,
pois nem se esconde nem procura ensejo
e anda à vista naquilo que mais vejo:
em vosso olhar, severo ou distraído.

Tudo quanto afirmais eu mesmo alego:
ao meu amor desamparado e triste
toda a esperança de alcançar-vos nego.

Digo-lhe quanto sei, mas ele insiste;
conto-lhe o mal que vejo, e ele, que é cego,
põe-se a sonhar o bem que não existe.

Vicente de Carvalho

Nota de Esclarecimento: Queridos leitores, gostaria de pedir desculpas pelo imenso atraso na publicação dos poemas, já que estou há quase 15 dias em falta com as publicações diárias.
Entre 24 de julho e 6 de agosto serão publicados poemas que gosto muito, mas que não tem como atender totalmente à proposta do blog, que é publicar textos que de alguma forma tenham a ver com o meu dia-a-dia, devido ao atraso.
Novamente peço desculpas, farei o possível para que isso não ocorra outra vez.
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Published in: on 24/07/2009 at 0:00  Deixe um comentário  

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