Poemas aos homens do nosso tempo – XVII

Tudo demora. Tudo é véspera e nostalgia
Desse Agora, quando tu pensas que tudo se demora.
E porisso, noviça, aos poucos conhecendo
Repouso e brevidade desta vida, do meu ficar a sós
Pretendendo apenas, fruir apesares e partidas

E júbilo também

Porque o instante consente essas duplas medidas.
Noviça da minha hora. Os rios correndo, o charco
Soterrando minúcias, quem sabe a minha memória
Conivências, o ouro do meu canto, irmãos
Dionísio e Túlio. Os rios correndo. E todos os poemas,
Fascinação de amantes e de amigos, os caminhos de volta
Pretendendo.

Hilda Hilst

Published in: on 01/07/2009 at 23:49  Deixe um comentário  

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