Soneto Beletrista

Na história da poesia brasileira
Gregório, como um sátiro, desponta.
Dirceu canta Marília, que não conta.
Gonçalves Dias trepa na palmeira.

Rebelo é Zé, não tem eira nem beira.
Escravo, ao Castro Alves, vira afronta.
Bilac eleva e leva a lavra em conta.
Delfino é preso ao pé, mas mal o cheira.

Augustos são vanguarda: Alguém os siga!
Oswald e Mário apupam: Pau no apuro!
Drummond, Bandeira, ombreiam, bons de briga.

Cabral é cabra cru, cerebral, duro.
Se Piva quer viver na Grécia antiga,
Mattoso, em trevas, vive no futuro.

Glauco Mattoso

Este é o post numero 100 do brógui. \o/
100 dias postanto (quase) todos os dias!
100 poemas. 53 poetas. 1334 visitas.
Tá bom né?
Published in: on 29/06/2009 at 22:31  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Cem… e eu me lembro dia que o primeiro foi publicado! Prometi que entraria todos os dias e tenho cumprido, inclusive cobro quando fica desatualizado!
    Lá vamos nós rumo aos 200!

  2. “…em trevas, vive no futuro.” é sublime.


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