Poeta

Eu, poeta banido, me confesso:
queria ser tudo e não fui nada,
queria ter tudo e não aprendi a possuir.

Eu queria ser todo perdão,
mas existe a mágoa;
Eu queria poder esquecer
se não fosse a memória.

Eu queria poder me atirar
se não fosse o medo;
Eu queria poder blasfemar,
mas existe a crença.

Eu queria poder me querer,
mas nada em mim sobrou de meu.
Eu queria me amar,
e meu amor esparramou-se e me perdi.

Eu queria ter sonhos bonitos,
Eu queria poder penetrar
na maré vazante de outros mares
e completá-los na lua nova dos meus.

Eu queria poder e já não posso.
Eu queria poder.
Eu queria apenas querer;
e já nem quero.

Ligia Batista

Published in: on 17/06/2009 at 0:32  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Liginha finalmente te encontrei,após anos de procura.
    meus telefones:

    Estou te aguardando, com imensa saudade.

    sua eterna amiga
    Lilia Rangel

  2. Cara Lilia,
    Gostaria de esclarecer que este blog não é da estimada poeta e sua amiga Ligia Batista.
    O blog é mais uma compilação de diversos poetas, mas não pertence particularmente a nenhum deles.
    A proposta do blog é a publicação diária de poemas, que muitas vezes tem a ver com acontecimentos cotidianos na minha vida, por isso um dos subtítulos é “diário poético”.
    De qualquer forma, obrigada pela visita! Espero que volte sempre, todos os dias eu publico um poema novo.


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