O Único Amigo

Não me alcançarás, amigo.
Chegarás ansioso, louco.
Eu, porém, já terei ido.

(E que espantoso vazio
Tudo o que tenhas deixado
Atrás para vir comigo!
Que lamentável abismo
Tudo quanto eu haja posto
Em meio, sem culpa, amigo!)

Ficar não podes, amigo.
Voltarei talvez ao mundo.
Tu, porém, já terás ido.

Juan Ramón Jiménez
(tradução de Manuel Bandeira)

Published in: on 15/06/2009 at 8:55  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://poemadodia.wordpress.com/2009/06/15/o-unico-amigo/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s