Canção – De Poemas esparsos

A esta hora da noite
Não há lugar que me abrigue.
Os fios foram cortados,
E o telefone de estrelas
Repousa  na cabeceira
Do horizonte em que me deito.
A chuva molha-me ao longe,
Enquanto enxugo as idéias,
Sinto que o frio me segue,
Escrevendo em minha pele
Palavras arrepiadas…
A esta hora da noite
Só mesmo a pressa do nada,
Brincando de eternidade.

Paulo Bonfim

Published in: on 04/05/2009 at 22:23  Comments (1)  

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  1. Poema maravilhoso! Fiquei tão emocionada que não pude conter as lágrimas. Todas as palavras pareciam sair da minha própria alma.
    Muito obrigada por este momento sagrado.


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